| A Pagé Zeneida Lima será contada no cinema por Tizuka Yamazaki |
| Valéria Rossi - Assessora de imprensa do filme | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 07-Sep-2008 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O filme vai mostrar a maior floresta do mundo, suas riquezas, sua cultura, mas também os riscos que o maior patrimônio da humanidade corre. O longa tem como fio condutor a pajé Zeneida Lima e sua lição de vida e respeito pela natureza. ![]() Zeneida Lima com Tizuka Yamasaki A cineasta Tizuka Yamasaki apresenta a produção do seu novo filme "Amazônia Caruana". Sua equipe já está no Pará para escolher as locações. Ela assinou um convênio com o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), e com o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), que darão apoio ao trabalho da equipe na região. Para Tizuka, essa parceria é fundamental para a realização do filme, principalmente, pela grandiosidade do cenário escolhido. O longa-metragem"Amazônia Caruana" será rodado em boa parte da região Amazônica, tendo como principal locação a bela Ilha de Marajó. No roteiro, o tema central gira em torno da maior floresta do mundo, de suas belezas naturais, da cultura de seu povo, das crenças, mas também dos riscos que há anos a região vem sendo submetida e da importância em conservar essa natureza para gerações futuras. O FILME - Nascida na Ilha de Marajó, a pajé Zeneida Lima, personagem tirada da vida real, é o fio condutor dessa história de luta pela preservação da natureza. Na trama, um médico e sua comitiva chegam à Ilha, onde conhecem uma pajé, de nome Zeneida, mas a observam com ceticismo. Ela, no entanto, não se afeta com a presença dos forasteiros. Certo dia, a pajé, sem nunca ter tido qualquer tipo de contato anterior com o médico, olha para ele e lhe diz: "Essa é a tua última passagem aqui. Ou porque você não vai conseguir voltar ou porque daqui não vai querer sair." O cientista mostra-se inquieto com o que ouve. Encarregado por grandes laboratórios para catalogar amostras de plantas e animais, ele está à beira da morte e esconde o fato da família. É nesse momento da vida que encontra Zeneida, que se mostra capaz de lhe oferecer ensinamentos e, quem sabe, a cura de sua doença. Dá-se início, então, a uma história de encantarias, crenças e curas, guardadas pela grande floresta. Também escritora e poetisa, a Zeneida da vida real é autora do livro 'O Mundo Místico dos Caruanas da Ilha do Marajó', que serviu de inspiração para Tizuka idealizar seu novo filme. Ainda menina, Zeneida foi sagrada pajé com a missão de salvar a natureza e transmitir seus ensinamentos sobre as riquezas e milagres produzidos pela biodiversidade da Amazônia. Hoje, ela é a sacerdotisa dos saberes e mistérios da crença cabocla de origem indígena. Tem o poder de convocar as energias naturais, chamadas por ela de "Caruanas". "Não vejo como a proteção à natureza possa estar separada da prática do pajeismo", diz. "A necessidade do pajé de mantê-la preservada significa a sobrevivência do próprio culto da pajelança. A manutenção das forças vitais do homem." A produção do filme já está em andamento e a estimativa é que as filmagens tenham início em outubro deste ano. O lançamento está previsto para o ano que vem. Estão sendo sondados para integrar o elenco nomes como Dira Paes, Tony Ramos, Caio Blat, Du Moscovis, Marieta Severo, entre outros. A ESCOLHA DA AMAZÔNIA Para Tizuka, talvez esta seja a primeira vez, de fato, que um filme de ficção brasileiro rodado no Pará tenha como foco primordial a valorização da cultura cabocla e do meio ambiente. "Quando fui para a Amazônia pela primeira vez, me dei conta da minha pequeníssima dimensão como ser humano diante daquela exuberância toda. A única imagem que eu tinha do Rio Amazonas vinha da tela da televisão", descreve ela. Para filmar e enquadrar as duas margens de rios como Amazonas, Tapajós ou Tocantins, de maneira que não pareçam mar, a cineasta constatou, in loco, que é necessário que o avião que carrega a câmera suba muito. Lá no alto, a câmera perde as referências. "Sendo assim, vemos um pequeno rio recortando um enorme tapete verde indefinido. Daí meu assombro quando percebi que a natureza me desafiava no enquadramento." A cineasta acredita que a Amazônia que povoa todas as mentes não é a verdadeira. Crê ser maior, mais desafiadora. E essa Amazônia que ninguém conhece pode acabar. Essa é uma das principais questões para a qual Tizuka quer alertar. "A perda não ocorre apenas com o desmatamento, a biopirataria, mas com a degradação dos povos e da sua cultura. Ela está desaparecendo. Por isso, é hora de cada um de nós, com nossos respectivos meios e conhecimentos, defender a Amazônia. É hora de enxergar a verdadeira importância do maior patrimônio ambiental do mundo." INVESTIMENTOS E PARCERIAS "Amazônia Caruana" está estimado em cerca de R$ 10,5 milhões. Parte dos recursos virá do convênio com o governo paraense, outra parte será captada via leis de incentivo, tais como Audiovisual, Rouanet e Semear, e de outras fontes, incluindo os contratos de co-produção com a Globo Filmes, de distribuição com a Columbia, de pré-vendas para mercado internacional, de licenciamento e merchandinsing. Além da contratação de produtores associados com bens e serviços, e do apoio das fundações parceiras, nacionais e internacionais. Grande parte desses recursos será revertida para a própria região, com a contratação de mão de obra local, despesas de produção e cenografia. Diante da grande dificuldade em se fazer cinema no Brasil, Tizuka buscou uma alternativa para agilizar e tornar viável a produção de seu filme: uniu forças com profissionais locais e estabeleceu parcerias com locadoras de equipamento de câmera, de iluminação, de maquinaria, laboratório de imagem, estúdio de som e fornecedores de material sensível. Há associações ligadas ainda ao fornecimento de infra-estrutura, como locações, hospedagem, transporte e alimentação. Segundo a cineasta, filmar na Amazônia requer conhecimento da região: há de se considerar chuvas, deslocamentos complexos por rios e matas densas. Assim, as regras para se fazer cinema nos grandes centros não funcionam na região amazônica, o que encarece a produção. O filme será acompanhado ainda de um projeto sócio-ambiental, pois, além de mostrar nas telonas as belezas, tradições e riquezas da floresta amazônica, ' Amazônia Caruana ' retratará as preocupações com o futuro da região. Idealizado pela Supra RSC – Responsabilidade Social Corporativa, o projeto "Amazônia – Uma Lição de Vida e Amor pela Natureza" vem de encontro com uma das vocações do filme, que é conscientizar o público sobre a importância de sua preservação. O objetivo é atingir o maior número de pessoas, por meio de exposições, debates, workshops, entre outras ações ligadas ao meio ambiente. Site oficial do filme: www.amazoniacaruana.com.br
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