| Trupe itinerante se apresenta em Soure |
| O Liberal | ||||||
| 26-Aug-2008 | ||||||
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Com população estimada de aproximadamente 22 mil habitantes, Soure já está em contagem regressiva para o início do Circuito Estradafora, que desembarca esta semana no município, com patrocínio da Celpa, onde ficará de amanhã a 30 deste mês. A trupe segue para o Marajó cheia de expectativas. Desta vez, a viagem inclui, além das estradas, travessias de balsa pelos rios da Amazônia - uma experiência nova mesmo para a equipe da organização não-governamental Teatro de Tábuas e seus nove anos de andanças por cidades brasileiras. Durante os quatro dias de atividades em Soure, que incluem oficinas de voz e jogos teatrais para professores e sessões de cinema e teatro, os artistas da caravana esperam promover uma grande troca cultural. Conhecer mais da cultura regional, das danças e lendas presentes no universo popular amazônico é uma das expectativas da trupe. 'Estamos super felizes porque sempre tivemos o desejo de trazer o circuito para o Norte do Brasil e agora vamos encerrar um ciclo de intercâmbio com as culturas locais do País, pois vamos levar na bagagem muitas impressões do que é produzido nesta região que, certamente, é um patrimônio cultural', afirma o diretor artístico, Jorge Luís Braz. Os moradores da cidade e artistas locais também já se articulam para participar ativamente da programação. O cantor e compositor Levy Fernandes e o violonista Antônio Nunes estão entre as atrações do sarau, espetáculo que acontecerá no último dia do evento. Entre as músicas a serem apresentadas estará Gigante Movimento. A canção fala da relação do pescador com o rio e com sua família, além das lendas e da beleza da cidade marajoara. 'Será muito gratificante estar junto com pessoas que têm muita experiência. Eu já me apresentei em alguns festivais em Belém, mas espero que meu trabalho tenha boa repercussão com esse sarau', adianta Levy. Soure será a 148ª cidade brasileira visitada pela caravana. O desafio da organização e da Celpa é levar cultura e cidadania a comunidades com pouco ou nenhum acesso à arte-educação, e atender esse objetivo não será tarefa difícil, já que a cidade tem um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do País. Jorge Luis Braz conta que, das cidades visitadas até hoje pelo circuito, 74% tiveram acesso pela primeira vez a esse tipo de espetáculo, através do projeto.
O trabalho da organização começou, justamente, do compromisso de levar gratuitamente arte-educação de qualidade para comunidades distantes. 'O espetáculo não pode ficar esperando. O espetáculo deve ir aonde o povo está. Por isso fizemos uma releitura do que as trupes faziam antigamente. O circuito é uma reformulação tecnológica que possibilita levar cultura a todos os lugares', completa Jorge. E foi por enxergar uma excelente forma de levar cultura e informação ao mesmo tempo, que a Celpa investiu no projeto, segundo o vice-presidente de Operações da concessionária, José Alberto Alves Cunha. 'Estamos abrindo oportunidades de desenvolvimento para um número maior de pessoas nas áreas atendidas pela empresa. A Celpa tem como obrigação apoiar projetos de responsabilidade social e o circuito é mais uma ação dentro da nossa política, só que mais ampla, porque o projeto veio não somente para Belém como irá para outros municípios', salienta. O projeto passará ainda por Santarém, Tucuruí e Parauapebas. Através de filmes alternativos e espetáculos teatrais, o grupo Teatro de Tábuas coloca em cena tema sociais importantes como a exploração sexual, a violência e o combate ao desperdício de energia elétrica. Na telona são exibidos os filmes Lucas - Um intruso no Formigueiro, Os heróis da cidade, Meu nome não é Johnny, Anjos do sol e Bee Movie. Já no palco de teatro, a comédia musical A energia da criação aborda as práticas seguras e ambientalmente corretas de lidar com a energia.
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