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Os moradores de Soure, concluíram neste final de semana a festa pela passagem dos 150 anos do município. Foram cinco dias de uma intensa programação envolvendo os moradores da cidade que é referência na produção bubalina brasileira. Desde a última terça-feira, 20 de janeiro, data oficial do aniversário, os moradores e visitantes estiveram partidipando das programações culturais e esportivas em diversos pontos da cidade.
Até a praia do Pesqueiro a 11 km do centro da cidade abrigou atividades, foi lá que ocorreram as disputas da famosa luta marajoara, envolvendo lutadores de Soure e de Salvaterra. Os visitantes que por ali estavam puderam se divertir e matar a curiosidade desta modalidade de combate corporal típico dos moradores da ilha. O psicólogo Sergio Garcia, 29 anos, que veio de São Paulo para participar do Fórum Social Mundial, aproveitou para visitar a ilha do Marajó. Foi na praia do Pesqueiro onde ele poder vivenciar um pouco das belezas e riquezas naturais que o Marajó oferece, “ isto aqui é de uma natureza exuberante que faz a gente se apaixonar. É impressionante o que a gente está podendo ver no Marajó. Não imaginávamos que fosse tão lindo”,disse. Bruno Franques, sociólogo de 30 anos, outro paulista que veio ao fórum e aproveitou para visitar a ilha, também ficou entusiasmado com o que viu, “antes a gente ouvia muito falar do Marajó durante as nossas aulas de geografia do Brasil, na escola, agora tivemos a oportunidade de vir aqui e ver de perto aquilo que falavam pra gente. O Marajó é lindo”. Ele conheceu o carimbó e interagiu com a população local. O posto de fomento foi outro local onde as atividades comemorativas ao aniversário do município ocorreram reunindo cerca mil pessoas para assistirem as provas de velocidade e resistências de cavalos e búfalos. Mais uma vez os visitantes e moradores tiveram acesso as práticas esportivas típicas do Marajó, pois somente na ilha são realizadas provas de velocidade com búfalos, onde os animais, pesando em média 500 quilos, promovem grandes embates montados por vaqueiros da região. A coordenação tem todo um cuidado com a segurança dos expectadores, pois são animais que, se assustados, podem representar grande risco as pessoas aglomeradas no evento. As espírito-santenses Juliana e Roberta que também vieram ao Pará para a participarem do Fórum Social Mundial, acompanharam as provas e ficaram encantadas com o que viram, “o povo do Marajó é um povo muito alegre e valoriza bastante sua cultura. Isso é importante para se contrapor ao processo de globalização que o fórum vai tanto de bater”, disse Juliana. Para o Secretário de Turismo de Soure, João Lima, a festa do aniversário coincidentemente caiu num período muito importante do ano, justamente as vésperas da realização do fórum e como já planejavam a programação com todas estas atividades “serviu para mostrar o Marajó de forma mais abrangente às milhares de pessoas que aqui estão chegando para visitar-nos aproveitando o ensejo de vir ao Pará para este grande evento”, disse. Ele avalia muito positivamente todo o resultado do investimento feito pelo Governo do Estado e pela Prefeitura do Município nas comemorações dos 150 anos de Soure. O Secretário estima que, por noite, a praça do Trapiche Municipal recebia um público aproximado de 8 mil pessoas, sem nenhum problema de violência. Todos os grupos culturais da cidade tiveram espaço para fazerem suas apresentações, desde os cantores de voz e violão até as bandas, passando pelos bois-bumbás, grupos de percussão, grupos folclóricos e teatro. Na última noite da programação, estima-se que a praça recebeu um público de 10 mil pessoas, para assistir aos show de Nelsinho Rodrigues e os Karinhas. Antes os grupos de carimbó Cruzeirinho, Eco Marajoara e Os Aruãs apresentaram-se na praça. No domingo ocorreu o tradicional arrastão do Caldo Quente.
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