| Bispo do Marajó é o 1º a depor em CPI |
| Dario Pedrosa | ||||||
| 16-Jan-2009 | ||||||
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O primeiro depoimento à CPI da Pedofilia da Assembléia Legislativa do Estado está marcado para hoje, às 10h, no auditório João Batista. O depoente será o bispo do Marajó, dom José Luiz Azcona, considerado peça-chave para a instalação da CPI. A expectativa é de que o religioso reitere as denúncias feitas à Imprensa no ano passado sobre a situação alarmante envolvendo exploração sexual e violência contra crianças na região do Marajó. Na ocasião, o sacerdote afirmou que o Poder Público, embora ciente dos crimes, não toma providências. De acordo com o bispo, em entrevistas publicadas na época, muitas autoridades policiais são coniventes com práticas como o tráfico humano. De acordo com o deputado Carlos Bordalo (PT), autor do requerimento que deu origem à CPI, a idéia da reunião de hoje é colher o máximo de informações a respeito da problemática do Marajó com alguém que tem experiência e convive diretamente com essas questões há muitos anos. 'Sem dúvida, esta audiência é uma resposta positiva à sociedade, uma vez que os deputados estão se propondo a trabalhar no recesso parlamentar, para enfrentar esta situação de desrespeito à vida humana. O depoimento de dom José Luiz Azcona é muito importante, porque, de um lado, foi ele quem suscitou a criação da CPI e, por outro, através das informações que vamos obter dele, poderemos traçar um roteiro de ação', disse o parlamentar, acrescentando que a sessão será aberta a toda a sociedade. Dom José Luiz Azcona é uma das pessoas marcadas para morrer no Estado do Pará segundo denúncias que vêm sendo feitas há vários anos. Além dele, estariam em uma lista negra os bispos dom Flávio Giovenale e dom Erwin Krautler, ambos do Regional Norte 2 da CNBB. Todos têm um trabalho voltado para a defesa dos direitos humanos na Amazônia.
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