| Círio de Soure destacou a Cultura Marajoara |
| Dario Pedrosa | ||||||
| 10-Nov-2008 | ||||||
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A realização da 119ª edição do cirio de Nossa Senhora de Nazaré em Soure levou a população do municipio e visitantes a refletir sobre o papel de Maria na valorização da vida com o tema: “Maria, Mãe da vida! Em teu seio nasce a salvação do mundo.” A temática porposta pela comissão organizadora enquadra-se a campanha da fraternidade e vai ao encontro do debate atual sobre a necessidade de visualizarmos a vida como um dos bens mais preciosos dados por Deus. Ainda mais diante dos fatos destacados pela midia ultimamente, como o assassinato da menina Eloá, onde pais se depara com conflitos de valores ainda mais preocupantes para a comunidade católica e religiosos. Estas reflexões foram levadas a população atraves das peregrinações preparatórias realizadas pela igreja antecedendo a grande procissão ocorrida na manhã do domingo, 09 de novembro, quando a população reuniu-se nas primeiras horas do dia na capela de São José, localizada na 5ª rua do bairro de São Pedro, para de lá sair pelas ruas de Soure conduzindo a imagem da padroeira. Foram registradas 43 homenagens durante o trajeto da procissão, mas um número ainda maior era observado por quem acompanhava a caminhada. As homenagens catalogadas pela coordenação contavam com a parada da berlinda porém, as não registradas não tinham esta condição. Entre as homengens as que mais chamam a atenção são as realizadas pelo Grupo Cruzeirinho no monumento do Cruzeiro, ao som de carimbó e muitos fogos, e a da familia Magalhães já na etapa final da procissão. A saida da procissão se deu por volta da 08:20h e a chegada na igreja matriz se deu as 12:20h. Quatro horas para percorrer a cidade junto com a multidão que puxava a corda, ou simplesmente caminhava ao lado da berlinda.
Um dos destaques que diferencia o cirio de Soure é a presença da cavalaria. Homens e mulheres montados em cavalos marajoaras e trajados tipicamentes como nos tempos antigos. Muitos preferem usar o búfalos como montaria, e mais recentemente as charretes também passaram a ser novamente usadas. Militares do 8º Batalhão participaram da procisão com suas catracas puxadas a búfalos e homens montados a cavalos e búfalos. Uma comissão de cavaleiros tinha a responsabilidade de disciplinar a participação dos vaqueiros, a sua maioria advindos de fazendas proximas para participar da festa religiosa. Não é permitido, em nenhuma hipótese o consumo de bebida alcoolica e qualquer atitude que deponha contra a segurança dos participantes era imadiatamente repreendida pela comissão. Para os turistas a imagem da cavalaria com mais de 450 animais puxando a procissão era algo inimaginavel. Eles fotografavam, filmavam e procuravam, mesmo com o temor, tocar nos animais, claro procurando sempre registrar tudo com as lentes das maquinas fotográficas. O uso dos animais na procissão já foi polêmica entre a população, devido as fezes dos animais deixadas para tras, provocando transtornos entre os romeiros que se viam pisando nos dejetos, além do mau cheiro, mas hoje este debate já foi superado e a cavalaria inclusive goza da condição de passar em frente a igreja matriz da cidade na chegada da procissão, o que antes não ocorria.
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